Globo
Mundo
Uma revolução 2.0. É assim que pode ser definida a rebelião que ocorreu nas ruas do Irã em junho deste ano. Depois de denúncias de uma fraude na reeleição de Ahmadinejad, a população se revoltou e usou a internet, por meio de redes sociais como Twitter e sites como o YouTube, para divulgar os protestos, já que a imprensa local estava censurada.
Esta foi a revolução de maior importância desde a popularização do Twitter, em 1990. Com os protestos divulgados na internet, foi possível perceber a dimensão dos efeitos da política na sociedade iraniana.
Em uma sociedade em que o acesso à internet ainda é limitado, o Twitter teve um pico de 220 mil mensagens por hora com a palavra “Iran” (Irã, na tradução do inglês). Durante a semana da rebelião, foram 2,25 milhões de blogs discutindo o mesmo assunto e cerca de 3 mil novos vídeos com imagens dos protestos.A maior evidência da importância política do Twitter para o Irã foi dada quando um funcionário do Departamento de Estado americano, Jared Cohen, mandou um e-mail para a direção do Twitter com um pedido especial: será que eles poderiam adiar a manutenção do sistema que tiraria o site do ar por algumas horas da terça-feira? “Parece que o Twitter está tendo um papel muito importante em um momento crucial no Irã”, escreveu Cohen. A direção do site concordou.
Larissa Pontes
Leia mais sobre o mundo:
Sobe para seis o numero de funcionários da ONU mortos no Afeganistão
Bahrein luta para proteger túmulos históricos do rápido avanço das cidades
Ong denuncia tratamento inadequado a pacientes de doenças terminais na índia
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário