Novas mídias mudam o modo de fazer jornalismo e contribuem para que haja interação entre público e informação
Não importa se o jornalista escreve sobre política, cultura ou esporte. A interatividade é um fator que contribui para o interesse do leitor e as novas mídias chegam para ajudar nesse processo. Mas, o que você entende por jornalismo? Você acredita que o jornalismo impresso vai acabar com as novas mídias? Existe resistência dos jornalistas quanto às mudanças? O escritor, Ricardo Noblat, discutiu e analisou, com a ajuda do público, o futuro do jornalismo.
A palestra foi realizada no auditório da Newton Paiva, na tarde de hoje, em Belo Horizonte. Noblat aproveitou para contar sobre a idéia de criação do seu blog em 2004, que hoje, recebe cerca de 100 mil visitas por dia. O escritor ainda ressalta que quando criou o blog não tinha a percepção do que isso poderia lhe proporcionar. “Com o tempo aprendi a ser mais rigoroso na publicação da informação, pois os leitores acompanham e participam muito”, garante Noblat.
E sobre as novas mídias, Noblat disse também que o jornalismo terá que passar por alterações para atrair a atenção da população. Isso porque poucas pessoas hoje em dia esperam até o dia seguinte para ler um jornal impresso. Blogs, twitter’s e portais garantem a informação com agilidade. “Não acredito que o jornal impresso vá acabar – ressalta Noblat – acho que vai passar por grandes transformações. É uma questão de perda de interesse”.
Porém, o interesse por informação nem sempre depende da agilidade ou do meio em que é publicada. A forma com que o fato é contato faz a diferença e depende, também, do público leitor. “Você pode tratar a política de uma forma que seja atraente para o leitor”, garante Noblat.
A questão é o jornalismo mantém uma relação imediata com o leitor e a internet é importante para manter essa interação. É a “história em tempo real”. Com interatividade e agilidade.
Larissa Pontes
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